Latifa após o banho tomando sol. Pura alegria.
Foto: Teresa Cristina Cunha
Latifa completou esse ano 7 anos de vida!
Em março desse ano extraiu cirurgicamente um carcinoma maligno da região próxima a genital. Sua recuperação foi muito boa e o acompanhamento foi feito com apoio da Dra. Thaisa oncologista do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia - MG.
Temos feito periodicamente exames para controlar essa parte oncológica, mas o que tem afetado bastante a saúde da Latifa são as cistites recorrentes.
Devido ao problema da paraplegia, Latifa como todo paraplégico fica com os rins desprotegidos. Tenho tentado de todas as formas deixá-la limpa, higienizando depois de trocar suas fraldas. Dr. Filippe Diniz, da Casa do Criador tem acompanhado esses problemas renais.
O rim deu sinais de problemas sérios e precisamos então procurar uma profissional especializada em rins, e em Uberlândia encontramos então Dra. Ana Paula Buiati Machado do Pronto Socorro Veterinário.
Depois de Latifa ficar internada dois dias na clínica, Dra. Ana Paula verificou que ainda não era hora da diálise peritonial, e começamos um tratamento de soroterapia.
Vejam os laudos iniciais e conclusivos dessa etapa.
Sou grata a cada profissional que tem acompanhado a Latifa por todos esses 6 anos que ela está conosco. Também a todas pessoas que me ajudaram direta ou indiretamente nos diversos tratamentos, medicações, material de higiene como fraldas...
Um agradecimento especial para Randal meu marido que sempre está me apoiando no dia a dia pela qualidade de vida da Latifa, da Marly Teresa, minha mãe, com todo apoio e carinho, a Taynara e Lauro meus sobrinhos que sempre que precisamos nos ausentar cuidam com todo carinho e atenção da Latifa, e também do Max, o irmão dela. Todos amigos e familiares que sempre estão nos apoiando o nosso muito obrigada!
Dizer que não temos dificuldades financeiras seria utopia, mas sempre com muita gratidão, vamos levando a cada etapa com muita alegria. E o maior presente é ver Latifa animada, brincando, se alimentando bem e fazendo suas necessidades direitinho.
Para que possamos ter uma ideia do acidente da Latifa, mostraremos abaixo radiografias do dia do acidente, e atualmente, como foi a recuperação ou não depois da cirurgia, que foi em começo de dezembro de 2011.
RADIOGRAFIA TIRADA NO DIA SEGUINTE AO ACIDENTE.
A COLUNA ESTÁ ENCAVALADA.
RADIOGRAFIA DA BACIA, UM DIA APÓS O ACIDENTE.
FRATURA DO LADO ESQUERDO DA BACIA.
RADIOGRAFIA TIRADA NA QUARTA-FEIRA(05) DE JUNHO.
A COLUNA ESTÁ AINDA DESALINHADA. ELA FOI IMOBILIZADA
Conforme orientações da APA - Associação Protetora dos Animais de Uberlândia, a história da Latifa está divulgada aqui. Quem puder nos ajudar, farei relatórios de todos os gastos dela mensais e relatarei todos avanços.
Por enquanto a conta para depósito é Caixa Econômica Federal, conta poupança (tipo 13) Agência 3961 conta: 4002-4 - Teresa Cristina de Paiva Montes. Desde já agradeço a atenção de todos e o carinho!
No começo do ano de 2011, no mês de maio, surgiu abandonada em nossa praça uma cachorra de aparentemente 1 ano. Ela me chamou a atenção, com seu pelo branco malhado todo com pintas esparramadas pretas, e em seus olhos manchas que lembram uma máscara. Estava magra e judiada pela rua. Talvez tivesse se perdido de sua casa. Mas estava já há dois dias na praça e sempre ficava perto de nossa casa. E eu com pena, coloquei água e ração perto da entrada da casa, e um papelão para ela dormir.
Nós já tínhamos adotado há uns 2 anos outro cachorrinho abandonado também na nossa praça, o Max. Não estávamos com intenção de ter uma fêmea.
Pela manhã do outro dia, tirei a comida e a água e o papelão. Ela não estava mais lá. Pensei que havia ido embora.
Fui trabalhar e meu marido me contou que saiu para fazer alguma coisa a pé, umas 4 quadras de nossa casa, quando percebeu que a cachorra o estava seguindo. E foi até o local que ele precisou entrar. Quando saiu de lá, não avistou mais a cachorra e pensou que ela havia ido embora. Para sua surpresa, lá estava ela em frente de casa.
Nesta noite tive um sonho estranho, onde alguém me dizia: - O nome da cachorra é Latifa, cuide dela, ela precisa de você.
Acordei pertubada e fui olhar se estava em minha porta. Lá estava ela. Chamei-a pelo nome: - Latifa, entra! E ela veio, toda alegrinha.
Desde então, ela ficou conosco. Levei-a no veterinário, pois estava cheia de vermes. Demos as vacinas necessárias e um bom banho.
Ela sempre foi muito inteligente e inquieta. Pesava uns 20 kilos e seu irmão Max, apenas 7 kilos, mas queria imitá-lo, pulando a 1 m do chão, para pedir as coisas... Aprendeu a abrir sozinha a porta da cozinha, a única que tem uma maçaneta da qual batia sua pata, pois é uma cachorra grande, e conseguia alcançar.
Percebemos que logo ela poderia entrar no cio, e a colocamos na fila da castração. E graças a Deus ela foi castrada.
Mas como não temos quintal, e o espaço na frente é dividido com os cachorros, um dia Latifa fugiu sem percebermos e atravessou correndo uma avenida movimentada, ao lado de nossa praça. De acordo com testemunhas foi uma camionete, que não parou. Assim que foi atingida, quebrou a bacia esquerda e a coluna no T13, e ela se arrastou até chegar na calçada da praça, esfolando toda sua barriga.
Como tenho vizinhos maravilhosos, e pessoas boas nas proximidades, ela foi cuidada por minha vizinha e sua filha, que não sabiam que era nossa. Deram-lhe água e conversaram com ela. Até que outra alma boa apareceu e ofereceu para levá-la na Veterinária da UFU (Universidade Federal de Uberlândia).
E foram com Latifa, a motorista e a filha de minha vizinha. Quando chegaram lá, ficaram sabendo que o atendimento teria que ser pago. O que muitas pessoas não sabem que lá tudo é cobrado.
Enquanto isso fui informada que alguém viu minha cachorra, que eu já estava louca procurando. E fui até na UFU, buscar Latifa.
Foi com muita tristeza que a vi naquele estado. Cheia de ferimentos nas patas traseiras e não sabia se o carro tinha passado sobre ela. Passei com muita dificuldade Latifa para meu carro e fomos eu e a filha de minha vizinha até uma veterinária conhecida. Chegando lá e fazendo os primeiros exames viu que a coluna havia quebrado, mas fez outros exames para ver se tinha hemorragia interna.
Depois de tirar a radiografia, o melhor lugar para tratar de sua coluna seria a Universidade Federal mesmo, e assim fomos atendidos lá, e Latifa foi operada da coluna. Após a cirurgia, a veterinária não me deu chance nenhuma dela voltar a andar. Mas eu fui categórica: Vou ficar com ela de qualquer jeito, não é para eutanasiá-la.
LATIFA ANTES DA CIRURGIA NA COLUNA
DEPOIS DA CIRURGIA, COM GESSO, NÃO PODIA FICAR EM PÉ .
Ela levou 35 dias sofrendo muito com o gesso, que certamente coçava, e a deixava louca para levantar. Teve até que tomar calmantes, senão a coluna não restabeleceria. Teria que ficar deitada todos 30 dias. Ficamos com muita pena dela não poder nem ver luz do sol direito, e meu marido improvisou um carrinho de mão, forrado com edredon, para poder levá-la na praça. Ela ficou muito feliz.
Ao tirar o gesso, fomos encaminhados para um rapaz, que faz cadeiras de rodas artesanais para cachorros. E fizemos um carrinho para que ela pudesse passear na praça. Ficou toda feliz com seu primeiro passeio...
Eu sempre fiquei intrigada com os movimentos das patas traseiras quando a gente encosta na sola das patas. Mas um amigo veterinário disse que eram movimentos involuntários.
Mesmo com sua mobilidade limitada, Latifa foi descobrindo novamente a alegria de brincar, de correr atrás de seu irmãzinho, e adaptou sua nova vida. Parece uma "foquinha" andando. Ela fica num local que o piso é liso e não agride suas patas traseiras.
Todos os dias, tenho que trocar suas fraldas, que evito de deixar por muito tempo para ela não assar. Igual a um bebê, tambem passo pomada própria para assaduras.
Fomos nós duas levando a vida, e nos conformando com a situação, quando no mês de maio, ao tirar uma fralda dela, um pedaço do esparadrapo, que estava grudado na sua cintura, puxou um pouco dos pelos dela, e ela reagiu tentando morder o local, como se tivesse sentido dor. Achei aquilo estranho, e então lembrei-me de uma amiga, que teve uma cachorrinha também com a coluna quebrada, que os veterinários falaram que ela não andaria mais, mas uma veterinária acupunturista conseguiu recuperar seus movimentos.
Procurei essa amiga e ela me deu o contato da veterinária. Levei a Latifa lá, na última sexta-feira (1) de junho. E foi com alegria que vi a doutora me dar a esperança, dela voltar a andar, talvez não com a perfeição de antes, mas andaria. Precisaria também, além da acupuntura, de tirar outra chapa da coluna e quadril, e também fazer fisioterapia. A alegria do momento me fez esquecer, que sou uma cidadã que é de classe média e tenho minhas limitações financeiras...
Lembrei-me da APA - Associação Protetora de Animais de Uberlândia, e eles me disseram que se eu precisasse ajuda, ajudariam a divulgar.
Então resolvi escrever aqui toda história da Latifa, e pedir ajuda sim, porque somente o primeiro mês o tratamento ficará no mínimo em 400 reais...
A quem puder nos ajudar, farei relatórios de todos os gastos dela mensais e relatarei todos avanços.
Por enquanto a conta para depósito é Caixa Econômica Federal, conta poupança (tipo 13) Agência 3961 conta: 4002-4 - Teresa Cristina de Paiva Montes. Desde já agradeço a atenção de todos e o carinho!